segunda-feira, 24 de agosto de 2009

SAL - Os principais aglomerados populacionais

Como antes referido, os aglomerados urbanos nasceram juntos e no seguimento da instalação de um certo sector económico; devemos, por isso, ter em conta a origem dos aglomerados existentes e as diferentes vocações de cada um deles. Em termos espaciais, os quatro núcleos populacionais são todos de pequena dimensão e localizam-se de forma dispersa pelo território, diminuindo a possibilidade de integração do desenvolvimento local e engendrando repercussões que agravam as carências locais, em vez de permitirem a optimização das relações de vizinhança, o que minimizaria as carências e necessidades das populações locais.
A dispersão territorial dos aglomerados condiciona a própria actividade de planeamento.
Os aglomerados populacionais considerados são os seguintes:

I. Pedra de Lume

A mais antiga povoação do Sal, fundada em 1805 por Manuel Martins, conta hoje com 296 habitantes. Pedra de Lume é hoje uma povoação formada por famílias de ex-trabalhadores das salinas que moram nas filas de casas construídas na época do comércio do sal, quando o desenvolvimento atingia o povoado. Há ainda ali uma capela do século passado, velhos barracões, as instalações de transporte por cabo, um sistema de moenda e ensacamento do sal, que se encontram em avançado estado de degradação, apresentando-se sem qualquer alteração há mais de cinquenta anos. A partir dessa altura o desenvolvimento nunca mais atingiu a povoação, aparentando, ao se lá chegar, estarmos a voltar atrás no tempo.
Exemplo espectacular de Arqueologia Industrial, Pedra de Lume é uma memória viva, património cultural que tem de ser preservado, e não sujeito a alterações que destruam os traços, as marcas do tempo.
Recentemente, o governo alargou a ZDTI (Zona de Desenvolvimento Turístico Integral) de Pedra de Lume (Fig.1), incluindo terrenos que faziam parte da ZRPT (faixa de 1 km da orla costeira) com uma configuração desde a cratera até à baía de Parda. Toda esta zona foi recentemente adquirida por privados, ligados a futuros projectos de aproveitamento e valorização turística, que prevêem hotéis, casas unifamiliares, uma clínica de talassoterapia e criação de um centro histórico.











Espargos

A povoação cresceu à volta das actividades aeroportuárias. Nasceu mesmo com as primeiras instalações de apoio à companhia italiana LATI nos seus voos da Europa para a América do Sul. Espargos nunca mais parou de crescer, constituindo a maior concentração de população do Sal, com 12.919 habitantes. Ocupa hoje uma posição central em termos administrativos e como principal centro comercial da ilha.


II. Palmeira

Trata-se de uma aldeia piscatória antiga, com 1.187 habitantes, cujo desembarcadouro era conhecido pelos mais antigos navegantes que demandavam a ilha em busca de tartarugas e da pesca. Com a implantação dos terminais de descarga de combustíveis para a navegação aérea e, mais tarde, das instalações de frio para a conservação e armazenamento do pescado, o povoado foi crescendo e, com a construção do porto, consolidando-se como elemento estruturante do desenvolvimento da ilha. Hoje é o centro de produção de energia eléctrica e de água potável da ilha, centro de armazenagem e futura zona de desenvolvimento industrial.

III. S.Maria

Nascida em 1835 à volta da exploração e mercado do Sal, conta com 3.229 habitantes, estando localizada na ampla baía que constitui o bordo sul da ilha. Nos anos 40 e 50 teve um período de desenvolvimento económico com a pesca e as conservas de atum. Com a construção do aeroporto no Lajedo dos Espargos, o centro de actividade económica da ilha deslocar-se-ia para esta povoação. Santa Maria, com o estatuto de Vila, continuaria a ser sede do Concelho até há bem pouco tempo em que a concentração de actividades nos Espargos motivaria a transferência definitiva da Câmara para Espargos.
Hoje, a sua principal actividade económica é o turismo. A Vila concentra o grosso das infra-estruturas hoteleiras, mas é extremamente pobre em equipamentos sociais e urbanos. Ela é visitada por muitos turistas estrangeiros, alguns com residência fixa. O facto da Vila ter sido “enclausurada” numa Zona de Desenvolvimento Turístico Integral, limita os poderes locais e condiciona sobremaneira o seu desenvolvimento. (Fig.2-2a)

quinta-feira, 30 de julho de 2009











QUANDO VIAJAR A ILHA DO SAL, CABO VERDE

Qualquer época do ano é boa para viajar para Cabo Verde. No Verão há, obviamente, mais visitantes, mas diferença só se nota verdadeiramente no Sal ou em São Vicente. Nessa altura as temperaturas são mais elevadas. No resto do ano, o vento faz-se sentir, amenizando o calor.



VIAGENS PARA O SAL

A TAP e os TACV voam todos os dias para o Sal e para Santiago.



HOTÉIS NA ILHA DO SAL

EntRe os inúmeros hotéis e resorts instalados na ilha do Sal, contam-se, entre outros, os hotéis Central e Pontão, de três estrelas, os hotéis Morabeza, Belorizonte e Novorizonte, todos de quatro estrelas, e o luxuoso ClubHotel Riu Garopa, unidade de cinco estrelas em regime de tudo incluído.



INFORMAÇÕES ÚTEIS

Os cidadãos da União Europeia, incluindo os portugueses, necessitam de visto. O Euro é aceite praticamente em toda a parte. Em Santa Maria do Sal, na Cidade da Praia, em São Filipe e no Mindelo, por exemplo, há várias caixas de levantamento automático, conhecidas localmente por «Vinti4». Não é necessário fazer profilaxia da malária, nem qualquer tipo de vacina.






SANTA MARIA: SAL, MAR E SOL

Do aeroporto de Espargos a Santa Maria, na costa sul, não são mais do que vinte minutos por uma novíssima estrada de quatro vias. A povoação tem reagido ao aumento da procura expandindo-se ao longo da costa, e para interior, com novos resorts, vivendas de férias e uma oferta crescente de restaurantes e vida nocturna. Os investimentos estrangeiros na área do turismo constituem, efectivamente, a fatia principal do motor económico da ilha.

Historicamente, até aos dias de hoje, foi o sal a única riqueza explorada na ilha e a que justificou o povoamento, intensificado há cerca de cento e cinquenta anos. As salinas de Pedra de Lume, junto à costa leste, situadas num belíssimo cenário de cratera vulcânica, são memória desse tempo e um dos pontos de visita obrigatória para os turistas.
A construção do aeroporto, em meados dos anos 40, e a sua utilização como escala em voos transatlânticos, veio dar ao Sal uma renovada importância, mas foi, finalmente, a exploração do seu potencial turístico que colocou a ilha nos mapas internacionais de veraneio. Águas cálidas, transparentes, de tonalidade azul-turquesa, imediata referência quando se pensa em destinos de férias balneares, fazem parte do cenário mais trivial da ilha, caracterizado também por paisagens despojadas.
As principais actividades com que os visitantes podem ocupar o tempo de vilegiatura estão, portanto, relacionadas com o mar. Praias de grandes extensões de areia - como a que se desenrola junto de Santa Maria - convidam a descontraídos mergulhos ou a passeios a pé ao longo do litoral. Mas há um rol significativo e variado de propostas de agências locais que farão parecer breve o tempo de estadia: pesca em alto mar (sobretudo entre Julho e Outubro, a melhor época), windsurf, mergulho subaquático em vários pontos, incluindo recifes, onde abunda exuberante vida marinha, ou passeios de barco ao largo da ilha ou, ainda, até à vizinha Boavista, em excursões com a duração de um ou dois dias. Há, ainda, a possibilidade de agendar visitas de um dia (por via aérea) às ilhas de Santiago, Fogo ou São Nicolau. Extensões a essas ilhas ou a outras como São Vicente e Santo Antão, utilizando as ligações regulares diárias dos TACV, são igualmente opções disponíveis, e aliciantes, para quem não desejar preencher todo o tempo de férias apenas com prazeres balneares.

ILHA DO SAL, O TRÓPICO MORA AO LADO

É sina de arquipélago. Cada ilha tende a singularizar-se, por uma ou outra razão, de cariz geológico, climático, paisagístico. Assim é, também, em Cabo Verde, onde as dez ilhas (nove habitadas) que constituem esta constelação única entre África e Europa se apresentam como um impressionante mosaico e, por conseguinte, como um reservatório inesgotável de experiências de viagem (ver caixa). São, bem se pode escrever, ilhas para todos os gostos e paixões. E a mais popular - entendida aqui a que regista maior número de visitantes, é fatalmente a ilha do Sal.

Fatalmente, porque é aí que o turismo de massas encontra um mais acentuado potencial de expansão, quer pela existência de um aeroporto internacional, que recebe voos da Europa (a três horas de Lisboa), África e do continente americano, quer, sobretudo, pelas praias de areia branca e fina e águas cálidas e tropicais que as banham. O Sal, não registando as enchentes que caracterizam destinos de praia como as Caraíbas ou as Canárias, é uma ilha cada vez mais procurada por turistas que para as suas férias não desejam ocupar o tempo com mais do que uns mergulhos e uns diários abandonos aos raios solares, ainda que possam sempre acrescentar outros devaneios hedonistas ou, até, algumas práticas desportivas que têm o mar como cenário privilegiado.
A muito menos horas de viagem do que as suas concorrentes brasileiras ou das Caraíbas, as estâncias de veraneio cabo-verdianas apresentam ainda uma outra indiscutível particularidade: oferecem o ensejo de uma imersão num universo cultural onde as referências africanas e europeias (portuguesas, principalmente) se mesclaram de forma exemplar e única.

quarta-feira, 22 de julho de 2009