(segundos os dados gentilmente cedidos pela Enapor)
Período da projecção de 2007 a 2031
Crescimento no sector de turismo gerará:
Aumento na quantidade de camas até 2031 – 30.000 camas
Crescimento Demográfico até 2031 – 92.000 pessoas
Aumento no tráfego portuário, por exemplo:
No período 2009 –2011 a construção a volta de 1.000 camas/ano originará a importação de carga de projecto à volta de 53.000 tons/ano
Actualmente, 3.000 Turistas/dia geram cerca 9.000 tons em 2031, 21.000 turistas/dia gerarão cerca de 55.000 tons de carga.
O projecto de expansão e modernização do porto compreende duas fases.
Fase 1: Duração, 1 ano de construção
Extensão do cais (+120 m)
Construção de Rampa Ro/Ro
Alargamento do parque de contentores existente
Construção do parque para Ro/Ro
Construção de uma Gare de Passageiros temporário
Área para movimentação de cimento
Alargamento do espaço de armazenagem a descoberto
Remoção do baixio existente
Fase 2: duração, 2 anos de construção (poderão ser construídas em simultâneo, respeitando porém as prioridades definidas)
Construção do quebra-mar exterior
Construção de 150m de molhe acostável (9,5m de calado e 35m largura)
Construção de parque de contentores
Construção das vias de acesso interno
Construção de armazém
Construção de Edifício Administrativo
Construção de Gare Marítima
Construção de Oficinas
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
AEROPORTO
O tráfego de passageiros tanto domésticos como internacionais, em 2007, aumentou 4,7% e 14,5% respectivamente com relação ao ano 2006.
No ano de 2008 o movimento de passageiros nos aeroportos de Cabo Verde foi de 1.493.292, representando um aumento de 7% relativamente ao ano homólogo de 2007, e no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral foi de 726.496 (uma diminuição de 4% relativamente ao ano homólogo de 2007).
O tráfego doméstico no Aeroporto do Sal tem vindo a diminuir desde 2005. Com a abertura do NAP, o movimento do tráfego aéreo internacional no AIAC diminuiu.
No ano de 2008 o movimento de passageiros nos aeroportos de Cabo Verde foi de 1.493.292, representando um aumento de 7% relativamente ao ano homólogo de 2007, e no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral foi de 726.496 (uma diminuição de 4% relativamente ao ano homólogo de 2007).
O tráfego doméstico no Aeroporto do Sal tem vindo a diminuir desde 2005. Com a abertura do NAP, o movimento do tráfego aéreo internacional no AIAC diminuiu.
AS INFRA-ESTRUTURAS
Produção e distribuição de Energia Eléctrica
Persistem os velhos problemas na distribuição e nas obras de infra-estruturação e ligação da rede eléctrica às habitações pelas mesmas razões: a deficiente articulação entre os projectos de desenvolvimento urbanístico, do turismo, da indústria e infra-estruturas.
A ELECTRA conta actualmente com dois centrais. Um Central de serviço com 2 grupos de geradores de 3.840 KW cada (oilfuel) inaugurados em 16 de Dezembro de 2002; o segundo Central, Backup, com a capacidade de 1000 KW (gasóleo). Por dia, produz 110 mil a 120 mil KWh de energia que transportado para os quatro principais consumidores: Espargos, Santa Maria, Palmeira e ASA em média tensão (20 KV) para diferentes postos de transformação para o consumo de 220V a 380V.
Há um projecto de reforço da capacidade instalada de 11.000 MW que irá duplicar a capacidade num espaço de 5 anos.
A ASA dispõe de uma central eléctrica com capacidade instalada completamente nova (tecnologia de ponta) com 3 grupos instalados perfazendo o total com capacidade de 3600 KW.
A CABOCAN, produtor independente, conta com 2 grupos instalados de 1500 KW (fuel oil) e mais 4 grupos, a gasóleo, de 960 KW. Fornece energia ara o Hotel Riu e todos os empreendimentos que estiverem à volta do seu domínio (incluindo o Hotel Sabura).
Produção e distribuição de Água
A ELECTRA dispõe de uma capacidade de produção de 2.000 m3 por dia e mais uma unidade de 1.200 m3 por dia que é alugado só para complementar. A empresa, desde 2006, dispõe de uma rede nova que vai desde a estação de bombagem e estucassem até à distribuição.
CABOCAN conta com 3 unidades, sendo um de 500 e dois de 1.000 m3. Estas duas empresas dão vazão as demandas da ilha.
- 50,9% dos habitantes tinham ligações domiciliárias;
- 33,2% do abastecimento era assegurado através de fontanários;
- 14,4% dos habitantes eram abastecidos através de Camiões-cisternas
2.2.3 Sistema de saneamento e recolha do lixo
2.3.4 Rede de esgotos
Das medidas tomadas anteriormente, o ponto da situação das redes de esgotos é a seguinte:
1. 60% da rede em Santa Maria está pronta e liga a maioria das infra-estruturas hoteleiras (com excepção dos hotéis Sab Sab e Odjo d’Água, devido à localização dos mesmos); a principal rede está feita, faltando a ligação domiciliária. Após a sua conclusão, far-se-á a passagem da estrutura do governo para a Câmara Municipal que depois equacionará a sua gestão antes de fazer as ligações
2. Para Espargos, existe o projecto da rede de esgotos cujo financiamento a Câmara Municipal vem negociando;
3. Para a Palmeira, existe o projecto para a realização da rede de esgotos e de reutilização das águas residuais, também à procura de financiamento.
A ilha, mais que os outros territórios, está destinada a aplicar uma política dos resíduos baseada em três aspectos: a redução, a reciclagem e a reutilização.
Persistem os velhos problemas na distribuição e nas obras de infra-estruturação e ligação da rede eléctrica às habitações pelas mesmas razões: a deficiente articulação entre os projectos de desenvolvimento urbanístico, do turismo, da indústria e infra-estruturas.
A ELECTRA conta actualmente com dois centrais. Um Central de serviço com 2 grupos de geradores de 3.840 KW cada (oilfuel) inaugurados em 16 de Dezembro de 2002; o segundo Central, Backup, com a capacidade de 1000 KW (gasóleo). Por dia, produz 110 mil a 120 mil KWh de energia que transportado para os quatro principais consumidores: Espargos, Santa Maria, Palmeira e ASA em média tensão (20 KV) para diferentes postos de transformação para o consumo de 220V a 380V.
Há um projecto de reforço da capacidade instalada de 11.000 MW que irá duplicar a capacidade num espaço de 5 anos.
A ASA dispõe de uma central eléctrica com capacidade instalada completamente nova (tecnologia de ponta) com 3 grupos instalados perfazendo o total com capacidade de 3600 KW.
A CABOCAN, produtor independente, conta com 2 grupos instalados de 1500 KW (fuel oil) e mais 4 grupos, a gasóleo, de 960 KW. Fornece energia ara o Hotel Riu e todos os empreendimentos que estiverem à volta do seu domínio (incluindo o Hotel Sabura).
Produção e distribuição de Água
A ELECTRA dispõe de uma capacidade de produção de 2.000 m3 por dia e mais uma unidade de 1.200 m3 por dia que é alugado só para complementar. A empresa, desde 2006, dispõe de uma rede nova que vai desde a estação de bombagem e estucassem até à distribuição.
CABOCAN conta com 3 unidades, sendo um de 500 e dois de 1.000 m3. Estas duas empresas dão vazão as demandas da ilha.
- 50,9% dos habitantes tinham ligações domiciliárias;
- 33,2% do abastecimento era assegurado através de fontanários;
- 14,4% dos habitantes eram abastecidos através de Camiões-cisternas
2.2.3 Sistema de saneamento e recolha do lixo
2.3.4 Rede de esgotos
Das medidas tomadas anteriormente, o ponto da situação das redes de esgotos é a seguinte:
1. 60% da rede em Santa Maria está pronta e liga a maioria das infra-estruturas hoteleiras (com excepção dos hotéis Sab Sab e Odjo d’Água, devido à localização dos mesmos); a principal rede está feita, faltando a ligação domiciliária. Após a sua conclusão, far-se-á a passagem da estrutura do governo para a Câmara Municipal que depois equacionará a sua gestão antes de fazer as ligações
2. Para Espargos, existe o projecto da rede de esgotos cujo financiamento a Câmara Municipal vem negociando;
3. Para a Palmeira, existe o projecto para a realização da rede de esgotos e de reutilização das águas residuais, também à procura de financiamento.
A ilha, mais que os outros territórios, está destinada a aplicar uma política dos resíduos baseada em três aspectos: a redução, a reciclagem e a reutilização.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
A EXPANSÃO DO SECTOR TURÍSTICO
Com uma capacidade de 5.838 camas entre estabelecimentos hoteleiros e extra-hoteleiros, e cerca de 550 camas entre residências e apartamentos, sendo este último dado muito variável, atendendo ao ritmo de construção deste tipo de estruturas que, particularmente em S. Maria, vem aumentando a cada dia.
Os estabelecimentos hoteleiros da ilha do Sal acolhem 57,0 por cento do total das entradas, seguido das de Santiago com 20,1 por cento e de Boa Vista com 9,9 por cento, recebendo aproximadamente 333.354 turistas por ano (Fonte INE/Turismo 2008).
A ilha conta com cerca de 1978 empregados directos no sector turístico, 48,5 % em todo Cabo Verde.
A CABOCAN terminou toda a infra-estruturação básica, garantindo a funcionalidade (a rede viária, a rede de água, electricidade, saneamento, tratamento de águas residuais, jardinagem, etc.).
A TECNICIL, apesar das dificuldades derivadas da crise económica internacional, encontra-se na recta final, prevendo para breve a conclusão das casas unifamiliares, vivendas e condomínios fechados.
Aldeamento turístico de Murdeira: a segunda fase deste empreendimento arrancou apesar das dificuldades financeiras.
Aldeamento turístico de Murdeira: já se encontra na segunda fase e estão previstos mais 165 apartamentos.
O “Plan Strategique de Developpment du Turisme”, sintetiza em 5 pontos fundamentais o contexto cabo-verdiano na área do turismo em que, de acordo com os dados presentes, Sal é a ilha líder:
Forte concentração de turistas da mesma origem: no ano 2008, 73,5% dos turistas vieram de 4 países europeus: Reino Unido, Itália, Portugal, e Alemanha. Os do Reino Unido e os da Itália representaram quase a metade das chegadas.
Fraca frequentação da parte dos restantes países europeus: em 2008 só 199.904 turistas vêm de outras partes do mundo. Potenciais mercados como a Escandinávia, a Suíça e a Áustria, que têm um Standard de vida muito alto, emitem um fluxo turístico insignificante para Cabo Verde.
Destinação concentrada no Sal: em 2008, o Sal totalizou 57,0% das presenças, com Boa Vista, Santiago e São Vicente a perfazerem 37.6% e o restante nas outras ilhas.
Do Reino Unido, da Itália e de Portugal até ao Sal, quase metade do movimento turístico interessa a estes países. Em 2006, os turistas dos países de Itália e Portugal representaram 56.5% do movimento total. A partir de 2007 os turistas dos países do Reino Unido e Itália passaram a representar quase a metade do movimento total. Os excelentes resultados são consequência de uma boa promoção efectuada pelos operadores que dirigem as estruturas hoteleiras no Sal.
Os investimentos: continua a existir um domínio de investimentos portugueses e italianos em Cabo Verde.
O turismo, sendo a principal causa do desenvolvimento económico da ilha, arrasta atrás de si um elevado número de factores transformadores do bem mais precioso de uma sociedade que é a sua identidade. Na ilha estão identificadas mais de quarenta comunidades estrangeiras. Algumas delas com forte identidade cultural que exercem a sua influência na população local. É urgente que se crie meios e infra-estruturas para a preservação da cultura cabo-verdiana.
Um outro problema gritante da ilha é o crescente impacto negativo a nível social – o alcoolismo, a prostituição, a toxicodependência e a delinquência juvenil. O turismo cria oportunidades de negócio mas arrasta atrás de si muitos problemas sociais que precisam ser combatidos, conjugando esforços das autoridades locais e dos operadores turísticos.
Pesquisas recentes demonstram que os turistas escolhem os seus destinos de férias sobretudo com base no Clima, segurança, acessibilidade e preço, porém critérios éticos como a consciência ambiental e as condições de trabalho assumem cada vez mais importância nessa decisão. A tendência é que esses critérios ganhem cada vez mais importância, pelo que a oferta turística deverá adaptar-se a estas novas premissas.
Os estabelecimentos hoteleiros da ilha do Sal acolhem 57,0 por cento do total das entradas, seguido das de Santiago com 20,1 por cento e de Boa Vista com 9,9 por cento, recebendo aproximadamente 333.354 turistas por ano (Fonte INE/Turismo 2008).
A ilha conta com cerca de 1978 empregados directos no sector turístico, 48,5 % em todo Cabo Verde.
A CABOCAN terminou toda a infra-estruturação básica, garantindo a funcionalidade (a rede viária, a rede de água, electricidade, saneamento, tratamento de águas residuais, jardinagem, etc.).
A TECNICIL, apesar das dificuldades derivadas da crise económica internacional, encontra-se na recta final, prevendo para breve a conclusão das casas unifamiliares, vivendas e condomínios fechados.
Aldeamento turístico de Murdeira: a segunda fase deste empreendimento arrancou apesar das dificuldades financeiras.
Aldeamento turístico de Murdeira: já se encontra na segunda fase e estão previstos mais 165 apartamentos.
O “Plan Strategique de Developpment du Turisme”, sintetiza em 5 pontos fundamentais o contexto cabo-verdiano na área do turismo em que, de acordo com os dados presentes, Sal é a ilha líder:
Forte concentração de turistas da mesma origem: no ano 2008, 73,5% dos turistas vieram de 4 países europeus: Reino Unido, Itália, Portugal, e Alemanha. Os do Reino Unido e os da Itália representaram quase a metade das chegadas.
Fraca frequentação da parte dos restantes países europeus: em 2008 só 199.904 turistas vêm de outras partes do mundo. Potenciais mercados como a Escandinávia, a Suíça e a Áustria, que têm um Standard de vida muito alto, emitem um fluxo turístico insignificante para Cabo Verde.
Destinação concentrada no Sal: em 2008, o Sal totalizou 57,0% das presenças, com Boa Vista, Santiago e São Vicente a perfazerem 37.6% e o restante nas outras ilhas.
Do Reino Unido, da Itália e de Portugal até ao Sal, quase metade do movimento turístico interessa a estes países. Em 2006, os turistas dos países de Itália e Portugal representaram 56.5% do movimento total. A partir de 2007 os turistas dos países do Reino Unido e Itália passaram a representar quase a metade do movimento total. Os excelentes resultados são consequência de uma boa promoção efectuada pelos operadores que dirigem as estruturas hoteleiras no Sal.
Os investimentos: continua a existir um domínio de investimentos portugueses e italianos em Cabo Verde.
O turismo, sendo a principal causa do desenvolvimento económico da ilha, arrasta atrás de si um elevado número de factores transformadores do bem mais precioso de uma sociedade que é a sua identidade. Na ilha estão identificadas mais de quarenta comunidades estrangeiras. Algumas delas com forte identidade cultural que exercem a sua influência na população local. É urgente que se crie meios e infra-estruturas para a preservação da cultura cabo-verdiana.
Um outro problema gritante da ilha é o crescente impacto negativo a nível social – o alcoolismo, a prostituição, a toxicodependência e a delinquência juvenil. O turismo cria oportunidades de negócio mas arrasta atrás de si muitos problemas sociais que precisam ser combatidos, conjugando esforços das autoridades locais e dos operadores turísticos.
Pesquisas recentes demonstram que os turistas escolhem os seus destinos de férias sobretudo com base no Clima, segurança, acessibilidade e preço, porém critérios éticos como a consciência ambiental e as condições de trabalho assumem cada vez mais importância nessa decisão. A tendência é que esses critérios ganhem cada vez mais importância, pelo que a oferta turística deverá adaptar-se a estas novas premissas.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Estrutura da população
A população da ilha do Sal cresceu de 2000 a 2009 cerca de 9.2%, passando a abarcar 7% da população do arquipélago, sendo assim a quinta ilha mais populosa. A taxa de crescimento nos últimos nove anos (9.2%) ultrapassou a média anterior (5.1%) nesses 69 anos (1940 – 2009).
terça-feira, 13 de outubro de 2009
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